Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Choque séptico de foco cirúrgico: o controle da fonte que o antibiótico não substitui

Preparo

  • Reconhecimento e manejo inicial dos tipos de choque
  • Uso racional de antibióticos em cirurgia
  • Cuidado do paciente cirúrgico crítico em UTI
Paciente
Mulher, 71 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2
Em uso de
losartana 50mg/dia, metformina, suspensa no perioperatório
Fatores de risco
idade avançada, cirurgia colorretal oncológica de grande porte há 6 dias, diabetes mellitus
Contexto: aposentada, mora com a filha, que está acompanhando a internação
Cenário
Enfermaria de cirurgia geral de hospital terciário, com CTI cirúrgico disponível, banco de sangue, tomografia com contraste e centro cirúrgico de urgência 24h · reavaliação de paciente cirúrgica em pós-operatório com sinais de sepse de foco abdominalRecursos disponíveis: tomografia computadorizada com contraste, laboratório com dosagem de lactato, banco de sangue, centro cirúrgico de urgência 24h, CTI cirúrgico, dispositivo de terapia por pressão negativa para fechamento temporário de parede abdominal
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer a sepse de foco abdominal no pós-operatório antes do choque franco, sem atribuir febre, taquicardia, taquipneia ou confusão mental nova à resposta inflamatória esperada da cirurgia.
  • • Colher culturas microbiológicas sem atrasar substancialmente o antibiótico empírico, e administrar antibioticoterapia de amplo espectro cobrindo a provável fonte intra-abdominal dentro de 1 hora do reconhecimento do choque séptico.
  • • Conduzir a ressuscitação volêmica com meta de pelo menos 30 mL/kg de cristaloide balanceado nas primeiras 3 horas, guiando a reposição adicional por medidas dinâmicas em vez de fluido irrestrito, e iniciar vasopressor por via periférica sem esperar acesso venoso central.
  • • Reconhecer o controle cirúrgico da fonte como o único tratamento definitivo diante de uma deiscência de anastomose com contaminação em curso, e não postergá-lo por otimização clínica prolongada.
  • • Decidir a estratégia cirúrgica na reabordagem (desviar o trânsito em vez de anastomosar, abdome aberto em vez de fechamento definitivo primário) de acordo com a persistência de vasopressor, edema visceral e controle da fonte, e programar a reexploração em intervalo fixo em vez de apenas reagir a sinais de piora.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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