Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Choque séptico na criança: o corpo compensa antes de avisar
Preparo
- Insuficiência adrenal e uso crônico de corticoide
- Reconhecimento da criança gravemente enferma
- Paciente
- Homem, 3 anos
- Comorbidades
- asma grave, em uso de corticoide oral diário (prednisolona) há cerca de 2 meses por difícil controle, prescrito por pneumologista
- Em uso de
- prednisolona oral 1 vez ao dia
- Fatores de risco
- febre iniciada há 2 dias, hoje associada a letargia e recusa alimentar/hídrica, uso crônico de corticoide oral nos últimos 2 meses (risco de insuficiência adrenal), sem foco infeccioso claro relatado pelos pais até o momento, vacinação em dia
- Cenário
- Emergência pediátrica de hospital geral, com transferência para UTI pediátrica durante o atendimento · emergência — suspeita de choque sépticoRecursos disponíveis: monitorização contínua (frequência cardíaca, respiratória, oximetria, pressão arterial não invasiva), acesso venoso periférico e kit de acesso intraósseo disponíveis, hemocultura, exames laboratoriais gerais e lactato, cristaloide isotônico para expansão volêmica, antimicrobianos empíricos de amplo espectro disponíveis para administração imediata, adrenalina, noradrenalina e dopamina disponíveis para infusão contínua, hidrocortisona intravenosa disponível, equipe cirúrgica e radiologia intervencionista disponíveis para controle de foco, vaga em UTI pediátrica
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer choque séptico compensado em criança apesar de pressão arterial normal para a idade, usando taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado, extremidades frias e alteração do estado de consciência.
- • Executar o pacote da primeira hora: acesso vascular rápido (incluindo via intraóssea quando o periférico falha), hemocultura seguida sem atraso de antimicrobiano empírico de amplo espectro dentro de 1 hora, e alíquotas de volume de 10-20 mL/kg reavaliadas antes de repetir.
- • Reconhecer sinais precoces de sobrecarga volêmica (hepatomegalia e taquipneia crescente, mesmo sem estertores em criança pequena) e trocar volume por vasoativo por via periférica/intraóssea sem esperar acesso venoso central.
- • Não usar a classificação clínica isolada de choque 'frio' versus 'quente' pelo exame de pele para decidir ou suspender terapia vasoativa, dada a correlação pobre desse achado com o estado hemodinâmico real.
- • Reconhecer indicação de hidrocortisona em dose de estresse diante de risco de insuficiência adrenal (uso crônico de corticoide) em choque ainda instável, e a necessidade de controle de foco cirúrgico sem aguardar estabilização hemodinâmica plena.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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