Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Choque cardiogênico não isquêmico: miocardite fulminante e monitorização hemodinâmica

Preparo

  • SCA por mecanismo não aterosclerótico e infarto sem doença coronariana obstrutiva
  • Miocardite aguda e miocardite fulminante
  • Inotrópicos, vasopressores e vasodilatadores: escolha e titulação
  • Insuficiência cardíaca avançada, transplante cardíaco e assistência circulatória
Paciente
Homem, 24 anos
Comorbidades
previamente hígido, sem doença cardiovascular conhecida, quadro viral (febre, mialgia, coriza leve) resolvido cerca de 10 dias antes
Em uso de
nenhuma medicação de uso contínuo
Fatores de risco
nenhum fator de risco cardiovascular clássico identificado, pródromo viral recente (~10 dias antes do início dos sintomas cardíacos)
Contexto: Auxiliar de construção civil, mora com os pais, sem plano de saúde privado. Chegou ao pronto-socorro trazido pela família depois de quase desmaiar em casa; nunca havia sido internado antes.
Cenário
PS · emergênciaRecursos disponíveis: pronto-socorro terciário com hemodinâmica própria 24 horas, ECG de 12 derivações, monitorização contínua, troponina de alta sensibilidade, BNP e lactato, ecocardiograma transtorácico à beira-leito, cateter de artéria pulmonar (Swan-Ganz) disponível, cineangiocoronariografia e biópsia endomiocárdica por cardiologia intervencionista, ressonância magnética cardíaca em caráter semieletivo, balão intra-aórtico disponível no local, dispositivo de assistência ventricular percutânea e ECMO NÃO disponíveis localmente — apenas mediante contato e transferência para centro de referência regional
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer miocardite fulminante como causa de choque cardiogênico NÃO isquêmico num paciente jovem com insuficiência cardíaca aguda de início recente (< 2 semanas) após pródromo viral, sem ancorar em pneumonia ou ansiedade pós-viral.
  • • Sequenciar a investigação etiológica: excluir doença coronariana obstrutiva e síndrome de Takotsubo (cineangiocoronariografia/RMC) antes de firmar o diagnóstico e antes de indicar biópsia endomiocárdica, que é o único exame capaz de definir o agente causal e guiar terapêutica específica.
  • • Diferenciar choque cardiogênico predominante de choque séptico/misto num paciente febril e hipotenso, reconhecendo o perfil hemodinâmico frio-congesto e evitando expansão volêmica agressiva num paciente já congesto.
  • • Indicar monitorização hemodinâmica invasiva com cateter de artéria pulmonar SELETIVAMENTE — diante de incerteza diagnóstica e resposta terapêutica inicial inadequada — e não como rotina.
  • • Escalonar o suporte conforme a causa: titular inotrópico com cautela pela sensibilidade arritmogênica do miocárdio inflamado, reconhecer o momento de escalonar para suporte circulatório mecânico temporário quando refratário, e comunicar à família a incerteza prognóstica sem omitir risco nem prometer cura garantida.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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