Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Recém-nascida cianótica: separar o coração do pulmão antes que o canal se feche

Preparo

  • Correlação ventilação-perfusão (V/Q): shunt, espaço morto e hipoxemia
Paciente
Mulher, 0 anos
Fatores de risco
recém-nascida a termo, 39 semanas de idade gestacional, parto vaginal sem intercorrências, Apgar 9/9, pré-natal completo em unidade básica, sem ecocardiografia fetal e sem anormalidade cardíaca descrita às ultrassonografias obstétricas de rotina, sem fatores de risco maternos conhecidos para cardiopatia congênita (sem diabetes, sem uso relatado de teratógenos), cianose de mucosa oral e língua notada pela enfermagem há cerca de 2 horas, sem melhora com o choro
Contexto: Primeira filha do casal. Mãe de 24 anos, pré-natal completo em unidade básica de saúde. Pai presente na maternidade, acompanhando a internação. Sem cardiologista pediátrico nem ecocardiograma disponíveis na maternidade de origem.
Cenário
Alojamento conjunto de maternidade de risco habitual, sem cardiologista pediátrico nem ecocardiograma disponíveis no local · avaliação de recém-nascida com cianose identificada nas primeiras horas de vida, com necessidade de estabilização e decisão sobre transferência para centro de referênciaRecursos disponíveis: exame físico completo e monitorização contínua de frequência cardíaca, respiratória e oximetria de pulso, triagem de oximetria de pulso (pré e pós-ductal) e gasometria arterial, incluindo teste de hiperóxia, radiografia de tórax e eletrocardiograma disponíveis no local, ecocardiograma e cardiologista pediátrico NÃO disponíveis no local — apenas no centro de referência, a cerca de duas horas de transporte, prostaglandina E1 disponível para infusão intravenosa contínua, acesso venoso periférico, com possibilidade de acesso umbilical se necessário, equipe de transporte neonatal disponível para transferência
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar cianose central (mucosa oral e língua, não melhora com reaquecimento nem choro) de cianose periférica/acrocianose (só extremidades, mucosa poupada, achado benigno comum no recém-nascido).
  • • Interpretar corretamente a triagem de oximetria de pulso (teste do coraçãozinho) e o teste de hiperóxia na diferenciação entre causa cardíaca e pulmonar da cianose neonatal, reconhecendo o que a triagem por oximetria não detecta bem.
  • • Iniciar prostaglandina E1 em infusão intravenosa contínua diante de suspeita de cardiopatia canal-dependente, sem aguardar confirmação ecocardiográfica quando ela não está prontamente disponível, e evitar a oferta rotineira de oxigênio em alta fração pelo risco de fechamento do canal arterial.
  • • Reconhecer a apneia como efeito adverso conhecido e dose-dependente da prostaglandina E1, garantindo suporte respiratório imediato sem interromper a infusão indevidamente.
  • • Conduzir a estabilização e o transporte pré-referência (acesso venoso, glicemia, temperatura, via aérea) sem atrasar a transferência à espera de diagnóstico anatômico completo, e comunicar aos pais a suspeita diagnóstica sem prometer um prognóstico ainda incerto.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado