Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Recém-nascida cianótica: separar o coração do pulmão antes que o canal se feche
Preparo
- Correlação ventilação-perfusão (V/Q): shunt, espaço morto e hipoxemia
- Paciente
- Mulher, 0 anos
- Fatores de risco
- recém-nascida a termo, 39 semanas de idade gestacional, parto vaginal sem intercorrências, Apgar 9/9, pré-natal completo em unidade básica, sem ecocardiografia fetal e sem anormalidade cardíaca descrita às ultrassonografias obstétricas de rotina, sem fatores de risco maternos conhecidos para cardiopatia congênita (sem diabetes, sem uso relatado de teratógenos), cianose de mucosa oral e língua notada pela enfermagem há cerca de 2 horas, sem melhora com o choro
- Cenário
- Alojamento conjunto de maternidade de risco habitual, sem cardiologista pediátrico nem ecocardiograma disponíveis no local · avaliação de recém-nascida com cianose identificada nas primeiras horas de vida, com necessidade de estabilização e decisão sobre transferência para centro de referênciaRecursos disponíveis: exame físico completo e monitorização contínua de frequência cardíaca, respiratória e oximetria de pulso, triagem de oximetria de pulso (pré e pós-ductal) e gasometria arterial, incluindo teste de hiperóxia, radiografia de tórax e eletrocardiograma disponíveis no local, ecocardiograma e cardiologista pediátrico NÃO disponíveis no local — apenas no centro de referência, a cerca de duas horas de transporte, prostaglandina E1 disponível para infusão intravenosa contínua, acesso venoso periférico, com possibilidade de acesso umbilical se necessário, equipe de transporte neonatal disponível para transferência
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Diferenciar cianose central (mucosa oral e língua, não melhora com reaquecimento nem choro) de cianose periférica/acrocianose (só extremidades, mucosa poupada, achado benigno comum no recém-nascido).
- • Interpretar corretamente a triagem de oximetria de pulso (teste do coraçãozinho) e o teste de hiperóxia na diferenciação entre causa cardíaca e pulmonar da cianose neonatal, reconhecendo o que a triagem por oximetria não detecta bem.
- • Iniciar prostaglandina E1 em infusão intravenosa contínua diante de suspeita de cardiopatia canal-dependente, sem aguardar confirmação ecocardiográfica quando ela não está prontamente disponível, e evitar a oferta rotineira de oxigênio em alta fração pelo risco de fechamento do canal arterial.
- • Reconhecer a apneia como efeito adverso conhecido e dose-dependente da prostaglandina E1, garantindo suporte respiratório imediato sem interromper a infusão indevidamente.
- • Conduzir a estabilização e o transporte pré-referência (acesso venoso, glicemia, temperatura, via aérea) sem atrasar a transferência à espera de diagnóstico anatômico completo, e comunicar aos pais a suspeita diagnóstica sem prometer um prognóstico ainda incerto.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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