Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Cardio-oncologia: cardiotoxicidade, vigilância e decisão terapêutica compartilhada

Preparo

  • Miocardite aguda e miocardite fulminante
Paciente
Mulher, 58 anos
Comorbidades
câncer de mama HER2-positivo, localmente avançado (estádio IIIA), candidata a quimioterapia neoadjuvante, hipertensão arterial sistêmica de longa data, mal controlada (adesão irregular)
Em uso de
losartana 50 mg (uso irregular, segundo relato da própria paciente)
Fatores de risco
hipertensão arterial mal controlada, regime quimioterápico planejado inclui antraciclina em dose cumulativa significativa, seguida de terapia anti-HER2
Contexto: Professora aposentada, vive sozinha. Diagnóstico recente de câncer de mama, acompanhada por equipe de oncologia que planeja iniciar quimioterapia neoadjuvante com esquema AC-T (doxorrubicina/ciclofosfamida, seguido de paclitaxel + trastuzumabe) em regime ambulatorial.
Cenário
ambulatório · acompanhamento_cardio-oncológicoRecursos disponíveis: ambulatório de cardio-oncologia integrado à oncologia clínica, ecocardiograma transtorácico com strain longitudinal global (GLS), troponina de alta sensibilidade e peptídeo natriurético (BNP/NT-proBNP), ressonância magnética cardíaca, eletrocardiograma de 12 derivações e monitorização eletrocardiográfica contínua, reunião multidisciplinar (tumor board) com cardiologia e oncologia, unidade de terapia intensiva para escalonamento em caso de instabilidade, corticosteroide intravenoso e imunossupressores de segunda linha
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Estratificar formalmente o risco cardiovascular basal (ferramenta HFA-ICOS, ecocardiograma e biomarcadores) antes de iniciar terapia oncológica cardiotóxica, e não condicionar a avaliação cardiológica à presença prévia de sintomas.
  • • Instituir vigilância cardiovascular seriada por imagem e biomarcadores proporcional ao risco basal, reconhecendo que a fase assintomática é exatamente a que a vigilância existe para capturar.
  • • Distinguir a conduta diante de disfunção cardíaca assintomática moderada relacionada ao tratamento (CTRCD) entre antraciclina (interromper temporariamente e iniciar cardioproteção) e terapia anti-HER2 (continuar com cardioproteção e vigilância mais frequente), sem generalizar a regra de uma classe farmacológica para a outra.
  • • Reconhecer precocemente a miocardite associada a inibidor de checkpoint imunológico diante de biomarcador elevado e alteração eletrocardiográfica nova, e tratá-la com interrupção do ICI, monitorização contínua e corticosteroide precoce em altas doses.
  • • Estruturar a decisão de interromper, manter ou retomar terapia oncológica cardiotóxica como decisão multidisciplinar — nunca unilateral, em qualquer direção — e comunicar essa decisão compartilhada diretamente à paciente, sem prometer ausência de recorrência.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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