Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Recusa de amputação no pé diabético infectado: avaliação de capacidade decisória à beira do leito — o caso de Raimundo
Preparo
- Delirium e alteração do estado mental de causa orgânica e funcional
- Paciente
- Homem, 68 anos
- Comorbidades
- diabetes mellitus tipo 2 de longa data, mal controlado, hipertensão arterial sistêmica, transtorno depressivo recorrente, em acompanhamento irregular há anos, sem sintomas depressivos agudos evidentes nesta internação, pé diabético com histórico de úlceras prévias; infecção atual grave (Wagner 4) evoluindo com sepse
- Em uso de
- metformina, insulina NPH, losartana, sertralina, em uso irregular
- Fatores de risco
- diabetes de longa data mal controlada, tabagismo, história pessoal de transtorno depressivo
- Cenário
- Enfermaria de Cirurgia Vascular de hospital geral, com interconsulta psiquiátrica urgente solicitada pela equipe cirúrgica · interconsulta psiquiátrica urgente para avaliação de capacidade decisória, acompanhando a evolução clínica do paciente ao longo de menos de 48 horas, incluindo um período de agravamento séptico com confusão mental transitóriaRecursos disponíveis: prontuário eletrônico compartilhado com a equipe de cirurgia vascular, equipe de cirurgia vascular e clínica médica disponível para discussão conjunta do caso, assistente social e serviço de orientação jurídica institucional do hospital, familiar acompanhante disponível (filha), entrevista clínica dirigida aos quatro domínios funcionais da avaliação de capacidade decisória
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 5/5
- O que este caso treina
- • Avaliar a capacidade decisória de um paciente para uma decisão médica específica, sem tratar a recusa do tratamento nem um diagnóstico psiquiátrico prévio, isoladamente, como prova de incapacidade.
- • Aplicar os quatro domínios funcionais da avaliação de capacidade — compreensão, apreciação, raciocínio e comunicação — à decisão concreta em pauta, verificando ativamente a compreensão do paciente em vez de aceitá-la por presunção.
- • Distinguir a curatela — excepcional, restrita a atos patrimoniais e negociais, nunca alcançando decisões sobre o próprio corpo e a saúde — da tomada de decisão apoiada, via preferencial que preserva a capacidade do próprio paciente.
- • Reconhecer a capacidade como específica para cada decisão e potencialmente flutuante no tempo, reavaliando-a diante de mudança do quadro clínico (como um episódio de delirium), sem presumir nem incapacidade permanente nem consentimento válido a partir de um estado confusional transitório.
- • Registrar a avaliação de capacidade de modo que sustente a decisão tomada depois, e distinguir a capacidade civil avaliada aqui de outras avaliações de capacidade (como a laboral/previdenciária), que seguem critérios e autoridades próprios.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
11 decisões comentadas~22–44 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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