Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Câncer colorretal obstrutivo: do estoma de urgência à ressecção oncológica
Preparo
- Seguimento com CEA após tratamento curativo do câncer colorretal
- Obstrução intestinal mecânica
- Comunicação de diagnóstico oncológico: protocolo SPIKES
- Câncer de reto localmente avançado: neoadjuvância com quimiorradioterapia
Estruturas do Atlas: 1
- Paciente
- Homem, 63 anos
- Comorbidades
- hipertensão arterial sistêmica controlada, ex-tabagista (30 maços-ano, cessou há 5 anos)
- Em uso de
- losartana 50mg 1x/dia
- Fatores de risco
- há cerca de 2 meses, afilamento das fezes, tenesmo e sangramento retal intermitente, nunca investigados antes desta admissão, sem história familiar conhecida de câncer colorretal ou síndrome hereditária
- Cenário
- Pronto-socorro de hospital terciário com cirurgia colorretal, oncologia clínica, radioterapia e endoscopia digestiva disponíveis, com continuidade ambulatorial ao longo de todo o tratamento oncológico · admissão de urgência por obstrução intestinal baixa, seguida de continuidade cirúrgica e oncológica ambulatorial ao longo do tratamento do câncer retalRecursos disponíveis: tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste, ressonância magnética de pelve para estadiamento locorregional do reto, colonoscopia/retossigmoidoscopia com biópsia, radioterapia e quimioterapia neoadjuvante/adjuvante, equipe multidisciplinar de oncologia colorretal, estomaterapia
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que, diante de obstrução aguda por câncer colorretal, a prioridade é aliviar a obstrução com um estoma — nunca ressecar o tumor às cegas nem usar prótese metálica autoexpansível em câncer retal extraperitoneal — para permitir estadiamento completo e tratamento oncológico adequado.
- • Escolher corretamente o tipo e o sítio do estoma de urgência conforme a fisiologia da obstrução (colostomia versus ileostomia conforme completude da obstrução e competência da válvula ileocecal; colostomia transversa direita como abordagem prática preferida).
- • Conduzir a sequência terapêutica multimodal do câncer retal localmente avançado — informar todas as opções de tratamento, indicar quimiorradioterapia neoadjuvante quando indicada, e planejar a extensão da ressecção cirúrgica (excisão total do mesorreto padrão versus ressecção estendida) com base na margem circunferencial, nunca sacrificando radicalidade oncológica por preservação esfincteriana nem reduzindo a ressecção a excisão local em doença originalmente avançada.
- • Decidir a proteção de uma anastomose colorretal baixa pós-radioterapia com estoma de proteção, e organizar o seguimento oncológico estruturado (CEA sérico e imagem seriada) após ressecção curativa.
- • Conduzir a reversão de estoma temporário com reavaliação oncológica e orientação sobre síndrome de ressecção anterior baixa (LARS), e reconhecer o dever de informar o paciente, antes de qualquer estoma, sobre sua provável necessidade, motivo e duração incerta.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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