Formação

Decisão clínicaMédico formado

Síndrome de Brugada: da febre na enfermaria ao rastreio da família

Preparo

  • Fármacos antiarrítmicos: indicação, proarritmia e interações
  • Prevenção de morte súbita e indicação de desfibrilador implantável
  • Decisão compartilhada sobre procedimentos, dispositivos e anticoagulação
Paciente
Homem, 29 anos
Comorbidades
síndrome de Brugada com padrão eletrocardiográfico tipo 1 ESPONTÂNEO, documentado há 1 ano em avaliação ambulatorial de cardiologia, episódio único de síncope há 8 meses, em repouso, sem pródromos, com recuperação completa em segundos, sem evidência de causa reflexa/vasovagal ou neurológica após investigação, sem cardiodesfibrilador implantado até o momento
Fatores de risco
padrão eletrocardiográfico tipo 1 espontâneo — o maior marcador de risco isolado na síndrome de Brugada, síncope prévia de provável causa arrítmica, sem outra explicação encontrada, febre atual — gatilho reconhecido de eventos arrítmicos nesta síndrome
Contexto: Trabalha como motorista de aplicativo, mora sozinho. Tem contato frequente com o irmão mais novo, de 24 anos, único parente próximo residente na mesma cidade.
Cenário
enfermaria de clínica médica/cardiologia · internação breve por síndrome febril, com reavaliação ambulatorial posteriorRecursos disponíveis: telemetria contínua disponível na enfermaria, antitérmicos e consulta à lista de fármacos contraindicados na síndrome de Brugada (brugadadrugs.org) disponíveis no serviço, ambulatório de arritmia/eletrofisiologia do próprio serviço, com agenda para avaliação de dispositivo, laboratório de eletrofisiologia disponível por encaminhamento, para teste provocativo farmacológico quando clinicamente indicado, aconselhamento genético disponível por encaminhamento
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer a febre como gatilho de eventos arrítmicos na síndrome de Brugada e tratá-la imediata e ativamente, evitando qualquer fármaco da lista de contraindicados mesmo diante de um achado incidental no monitor
  • • Fundamentar a indicação de cardiodesfibrilador implantável em paciente com padrão eletrocardiográfico tipo 1 espontâneo e síncope de provável causa arrítmica, conduzindo a conversa como decisão compartilhada
  • • Reconhecer que um padrão tipo 1 induzido por fármaco, encontrado por rastreio familiar em paciente assintomático, NÃO indica cardiodesfibrilador com base apenas no histórico familiar
  • • Estruturar o rastreio familiar em cascata a partir do diagnóstico do paciente-índice, incluindo orientações de estilo de vida e consideração de teste genético
  • • Evitar a repetição de teste provocativo farmacológico com bloqueador de canal de sódio em paciente que já tem diagnóstico espontâneo estabelecido
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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