Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Bronquiolite no lactente de 6 semanas: suporte é o tratamento

Preparo

  • Prematuridade e suas complicações
  • Eventos adversos, contraindicações e imunização de grupos especiais
Paciente
Mulher, 0 anos
Fatores de risco
idade cronológica de 6 semanas (42 dias) de vida — lactente jovem, fator de risco nomeado para apneia e para taquipneia mais grave, nascida pré-termo tardio, com 34 semanas de idade gestacional — fator de risco nomeado para apneia e para evolução mais grave da bronquiolite, sem cardiopatia congênita, sem doença pulmonar crônica da prematuridade, sem imunodeficiência e sem doença neuromuscular — não pertence aos grupos de MAIOR risco adicional além de idade/prematuridade, não preenche, pela idade gestacional ao nascimento (34 semanas), o critério brasileiro de elegibilidade a palivizumabe pelo SUS (que exige ≤ 28 semanas e 6 dias, ou doença pulmonar crônica/cardiopatia congênita, nenhuma presente)
Contexto: Primeira filha do casal. Mãe de 24 anos, trouxe a lactente sozinha ao PS; pai trabalhando. Nasceu de parto pré-termo tardio (34 semanas), sem intercorrências neonatais relatadas pela mãe, recebeu alta da maternidade com a mãe no 4º dia de vida, sem internação em UTI neonatal. Amamentação exclusiva até o momento. Mãe nega tabagismo domiciliar. Toda a história clínica deste caso vem da mãe — a lactente tem 6 semanas de vida e não fala.
Cenário
PS pediátrico · emergênciaRecursos disponíveis: oximetria de pulso e monitorização cardiorrespiratória contínua, cateter nasal de baixo fluxo e cânula nasal de alto fluxo (CNAF), aspirador de vias aéreas superiores, radiografia de tórax e painel viral multiplex (PCR) disponíveis, mas não recomendados de rotina, acesso venoso periférico e hidratação intravenosa, leito de observação pediátrica e leito de internação com monitorização, avaliação pediátrica de retaguarda disponível
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Diagnosticar bronquiolite viral aguda clinicamente, sem depender de radiografia de tórax nem de painel viral de rotina, reconhecendo achados radiológicos inespecíficos que podem ser confundidos com pneumonia.
  • • Reconhecer os critérios objetivos de gravidade e de internação no lactente com bronquiolite (hipoxemia, esforço respiratório, aceitação alimentar insuficiente, idade menor que três meses e prematuridade), incluindo o risco de apneia como forma de apresentação no lactente jovem e/ou pré-termo.
  • • Sustentar o tratamento de suporte (oxigênio quando indicado, hidratação/aceitação alimentar, aspiração de vias aéreas superiores) e recusar broncodilatador, corticoide sistêmico, antibiótico sem foco bacteriano e antitussígeno de rotina na bronquiolite típica, mesmo diante da expectativa da família por medicação.
  • • Escalonar corretamente para cânula nasal de alto fluxo diante de falha do suporte convencional, e reduzir o suporte de forma gradual e criteriosa, nunca abrupta.
  • • Orientar o cuidador sobre os sinais de alarme que exigem retorno imediato e sobre a elegibilidade (ou não) para imunoprofilaxia passiva contra o VSR no sistema de saúde brasileiro.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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