Formação

Raciocínio diagnósticoResidente

Baixa estatura na puericultura: a velocidade que a régua sozinha não conta

Preparo

  • Cefaleia na criança e no adolescente
Paciente
Mulher, 8 anos
Fatores de risco
estatura no percentil 10 aos 8 anos, após estar no percentil 50 aos 6 anos — cruzamento de dois canais de percentil em dois anos, velocidade de crescimento calculada em 3,5 cm/ano nos últimos dois anos, abaixo do esperado para a idade pré-puberal (cerca de 5-6 cm/ano), peso acompanhando a queda de forma mais discreta (percentil 50 para percentil 25 no mesmo período) — o padrão de peso relativamente preservado que desloca a suspeita para causa endócrina ou central, e não nutricional
Contexto: Mora com os pais e um irmão mais novo. A mãe é quem traz Beatriz às consultas e foi quem primeiro notou, nos últimos dois anos, que ela ficou 'para trás' das coleguinhas da escola; o pai viaja a trabalho com frequência e participa pouco das consultas.
Cenário
consultório de pediatria geral, consulta de puericultura de rotina (unidade básica de saúde) · consulta ambulatorial de seguimento do crescimento, com retornos programadosRecursos disponíveis: registros antropométricos seriados de Beatriz desde o nascimento (peso e estatura), acesso a exames laboratoriais básicos e a radiografia de mão e punho para idade óssea, ambulatório de referência em endocrinologia pediátrica, com fila de espera de semanas a poucos meses, pronto-socorro pediátrico de referência para avaliação urgente quando indicado
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar baixa estatura variante do normal (familiar, atraso constitucional) de causa patológica usando a velocidade de crescimento e o alvo genético, não apenas a estatura isolada
  • • Escalonar a investigação de baixa estatura com queda de velocidade documentada — idade óssea e triagem laboratorial básica — sem depender de nenhuma leitura visual de curva ou radiografia
  • • Reconhecer idade óssea atrasada e IGF-1 baixo como achados que sustentam encaminhamento à endocrinologia pediátrica, não como exames que 'vieram normais' e tranquilizam
  • • Reconhecer cefaleia matinal e vômito numa criança com falha de crescimento já documentada como sinal de alarme para lesão do sistema nervoso central, exigindo avaliação urgente e não a espera pela consulta agendada
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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