Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Avaliação de risco cardiovascular perioperatório: liberar, adiar ou investigar antes da cirurgia?

Preparo

  • Decisão de revascularização: percutânea, cirúrgica e heart team
  • Anticoagulação e antiagregação: princípios, monitorização e reversão
  • Tratamento medicamentoso otimizado da doença coronariana crônica
Paciente
masculino, 67 anos
Comorbidades
diabetes mellitus tipo 2 em uso de insulina, hipertensão arterial sistêmica, infarto agudo do miocárdio há 4 anos, com implante de stent farmacológico em coronária direita, osteoartrose grave bilateral de joelhos, limitando a deambulação, dislipidemia não tratada (sem uso atual de estatina)
Em uso de
insulina NPH e regular, esquema basal-bolus, losartana 50 mg 12/12h, ácido acetilsalicílico 100 mg/dia (prevenção secundária pós-stent)
Fatores de risco
tabagismo prévio (30 maços-ano, cessou há 4 anos), sedentarismo por limitação osteoarticular crônica, adenocarcinoma de cólon direito recém-diagnosticado (indicação da cirurgia)
Contexto: aposentado, mora com a esposa, pouco ativo por dor articular crônica; aguarda colectomia direita aberta eletiva
Cenário
ambulatório de avaliação cardiológica pré-operatória, com evolução até o 2º dia de pós-operatório · avaliação pré-operatória ambulatorial seguida de acompanhamento hospitalar perioperatórioRecursos disponíveis: eletrocardiograma de 12 derivações, ecocardiograma transtorácico, troponina ultrassensível seriada, avaliação multidisciplinar com cirurgia oncológica/geral e anestesiologia, unidade de terapia intensiva no pós-operatório, se necessário
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer as condições cardiovasculares graves/instáveis (ex.: angina classe funcional III/IV de início recente) que exigem estabilização e possível adiamento da cirurgia eletiva ANTES de qualquer estratificação de risco de rotina.
  • • Estimar o risco cardiovascular perioperatório combinando um índice de risco validado (RCRI) com a capacidade funcional, reconhecendo quando esta última é indeterminada por limitação mecânica (não cardíaca).
  • • Selecionar apenas os exames pré-operatórios (ECG, ecocardiograma, prova funcional de isquemia) que efetivamente mudariam a conduta, evitando tanto a omissão de exames Classe I quanto a solicitação rotineira sem indicação clínica.
  • • Conduzir o manejo perioperatório de betabloqueador, estatina e antiagregante plaquetário conforme a diretriz vigente — sem introduzir betabloqueador novo perto da cirurgia, iniciando estatina por indicação clínica própria, e sem suspender antiagregação de prevenção secundária por rotina.
  • • Emitir uma recomendação perioperatória explícita e acionável — incluindo o protocolo de vigilância com troponina e ECG seriados — e reconhecer que a injúria miocárdica perioperatória (PMI/MINS) costuma ser assintomática mas carrega mortalidade significativamente maior.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado