Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Emergências no paciente oncológico e paliativo: tratar o que ainda muda desfecho, sem abandonar quem está morrendo

Preparo

  • Compressão medular aguda não traumática
  • Cuidados de fim de vida, ortotanásia e ordens de não-reanimação
  • Manejo da dor crônica e uso seguro de opioides
  • Distúrbios do cálcio, do magnésio e do fósforo
  • Diretivas antecipadas de vontade, capacidade decisória e decisão substituta
Paciente
Mulher, 67 anos
Comorbidades
câncer de mama metastático para ossos (incluindo coluna torácica) e fígado, hipertensão arterial controlada
Em uso de
morfina oral de liberação controlada 12/12h, com resgates de morfina de liberação imediata, losartana
Fatores de risco
doença oncológica avançada em cuidados paliativos exclusivos há 3 meses, metástase óssea vertebral conhecida (coluna torácica), diretiva antecipada de vontade assinada com a equipe de cuidados paliativos domiciliares há 2 meses, período em que tinha plena capacidade de decisão
Contexto: mora com a filha, que é sua principal cuidadora; é acompanhada por equipe de cuidados paliativos domiciliares, que mantém contato telefônico disponível; a filha está viajando no início do quadro e só chega ao hospital mais tarde
Cenário
Sala de emergência de hospital geral com equipe de cuidados paliativos hospitalares acessível por telefone/interconsulta, laboratório com dosagem de cálcio sérico, e ressonância magnética disponível para urgência · atendimento de intercorrência aguda em paciente oncológica sob cuidados paliativos exclusivosRecursos disponíveis: monitorização contínua (PA, FC, FR, SatO2), acesso venoso periférico, laboratório com cálcio sérico corrigido, função renal e eletrólitos, ressonância magnética de coluna disponível para urgência, corticoide, bisfosfonato intravenoso e soluções para hidratação venosa disponíveis, equipe de cuidados paliativos hospitalares e contato com a equipe domiciliar que já acompanha a paciente, prontuário com registro de diretiva antecipada de vontade, quando existente
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que analgésicos opioides usados para dor oncológica não têm dose máxima fixa, e titular a analgesia ao consumo real de resgates e ao efeito clínico, prevenindo constipação como parte do mesmo cuidado.
  • • Reconhecer fraqueza bilateral de membros inferiores e retenção urinária, numa paciente com histórico de câncer, como sinal de alarme para compressão medular maligna, e tratá-la com corticoide e ressonância de urgência, sem atribuir o quadro a sedação por opioide.
  • • Reconhecer confusão, constipação e poliúria como possível hipercalcemia maligna reversível numa paciente oncológica, e tratá-la com hidratação venosa antes de bisfosfonato, nunca com diurético de alça como primeira medida.
  • • Buscar ativamente diretivas antecipadas de vontade e planos de cuidado prévios antes de qualquer escalonamento de suporte, e sustentar a limitação de suporte documentada — reforçando que cuidado paliativo pleno nunca é abandono terapêutico.
  • • Reconhecer os critérios e os limites da sedação paliativa diante de sintoma refratário em doença terminal, distinguindo-a de eutanásia pela intenção e pela proporcionalidade (doutrina do duplo efeito), e comunicar honestamente com a família sobre prognóstico incerto.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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