Formação

Decisão clínicaResidente

Antes de decidir o limite: a avaliação geriátrica ampla de Dona Iracema

Preparo

  • Escalas de Katz e Lawton: independencia basica e instrumental
  • Delirium sobreposto a demencia: reconhecimento da mudanca sobre a linha de base
Paciente
Mulher, 84 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, doença renal crônica estágio 3a, AVC isquêmico há 2 anos, com hemiparesia leve residual à esquerda
Em uso de
losartana 50 mg/dia, metformina 850 mg 2x/dia, AAS 100 mg/dia (prevenção secundária pós-AVC), sinvastatina 40 mg/dia
Fatores de risco
mora com a filha única, que organiza medicações e finanças desde o AVC, 2 quedas no último ano, perda de 4 kg em 3 meses, com apetite reduzido, nenhuma avaliação funcional, cognitiva ou nutricional formal prévia registrada
Contexto: Viúva, mora com a filha única numa casa térrea. Desde o AVC há 2 anos, a filha organiza as medicações da mãe num pastilheiro semanal e cuida das finanças da casa. Antes do AVC caminhava na praça do bairro com vizinhas; hoje sai de casa só acompanhada. A filha trabalha meio período e está presente na maior parte das visitas.
Cenário
Enfermaria de Clínica Médica · 2º dia de internação por pneumonia adquirida na comunidade, com melhora clínica parcial sob antibioticoterapia; visita multiprofissional em cursoRecursos disponíveis: equipe de enfermagem da enfermaria, fisioterapia hospitalar, nutricionista hospitalar, assistente social hospitalar, interconsulta de geriatria, com fila de espera, filha presente na maior parte das visitas, disponível para dar história colateral
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Executar a avaliação geriátrica ampla em seus domínios essenciais (funcional básico e instrumental, cognitivo, marcha/quedas, nutricional e de suporte social) durante uma internação aguda, sem esperar a alta para investigar
  • • Traduzir os achados da avaliação em mudanças concretas do plano terapêutico — nutrição, prevenção de queda, revisão medicamentosa, envolvimento do cuidador — e não apenas em registro no prontuário
  • • Reconhecer a funcionalidade, e não a idade ou a lista de comorbidades isoladamente, como o dado que deveria orientar decisões sobre intensidade de tratamento
  • • Diferenciar delirium de declínio cognitivo permanente antes de rotular a paciente, evitando decisões de cuidado baseadas num achado cognitivo colhido durante doença aguda
  • • Conduzir uma decisão sobre investigação adicional centrada nas metas e preferências da própria paciente idosa, em vez de decidi-la unilateralmente pela idade
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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