Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Câncer de cólon, stent de três semanas: liberar, adiar ou negociar a cirurgia

Preparo

  • Insuficiência cardíaca aguda descompensada e perfis hemodinâmicos
  • Terapia antitrombótica na SCA e manejo do risco hemorrágico
Paciente
Homem, 66 anos
Comorbidades
síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento de ST há 3 semanas, tratada com angioplastia e implante de stent farmacológico em artéria descendente anterior, diabetes mellitus tipo 2 insulinodependente, hipertensão arterial sistêmica controlada, adenocarcinoma de cólon esquerdo, recém-diagnosticado, com indicação de colectomia
Em uso de
ácido acetilsalicílico 100mg/dia, clopidogrel 75mg/dia (dupla antiagregação plaquetária desde o stent), losartana 50mg/dia, atorvastatina 40mg/dia, insulina NPH e regular, conforme esquema
Fatores de risco
stent farmacológico implantado há apenas 3 semanas — dentro da janela de maior risco de trombose de stent caso a dupla antiagregação seja interrompida, diabetes com insulinoterapia (variável do índice de risco cardíaco revisado — RCRI), cirurgia intraperitoneal planejada (variável do RCRI), ex-tabagista (30 anos-maço, cessou há 3 anos)
Contexto: aposentado, mora com a esposa, muito ansioso com o diagnóstico recente de câncer e com o tempo até a cirurgia
Cenário
ambulatório de avaliação cardiovascular pré-operatória (interconsulta), encaminhado pela equipe de cirurgia oncológica, evoluindo para a internação cirúrgica e o pós-operatório · interconsulta cardiológica pré-operatória para cirurgia não cardíaca de porte intermediário-alto, com decisão sobre liberação, adiamento individualizado e manejo perioperatório de antiagregantesRecursos disponíveis: eletrocardiograma, ecocardiograma transtorácico e laboratório de rotina disponíveis no mesmo dia, dosagem de troponina de alta sensibilidade e de peptídeo natriurético (BNP/NT-pró-BNP) disponíveis, hemodinâmica e equipe de cardiologia intervencionista disponíveis para interconsulta, equipe de cirurgia oncológica e oncologia clínica disponíveis para discussão multidisciplinar, unidade de terapia intensiva disponível para monitorização pós-operatória
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Triar a capacidade funcional pela anamnese (subir dois lances de escada), reservando teste de esforço apenas para quando o resultado puder mudar a conduta.
  • • Reconhecer sinais de insuficiência cardíaca descompensada como condição cardíaca grave/instável que exige prioridade sobre a cirurgia eletiva, mesmo diante de urgência oncológica.
  • • Calcular o Índice de Risco Cardíaco Revisado (RCRI) corretamente, reconhecendo que doença coronariana tratada com stent ainda conta como variável de risco.
  • • Reconhecer o intervalo contraindicado (menos de 30 dias) entre angioplastia por síndrome coronariana aguda e cirurgia não cardíaca, e buscar decisão multidisciplinar diante de uma cirurgia tempo-dependente em vez de decidir isoladamente.
  • • Manejar corretamente a dupla antiagregação plaquetária perioperatória — manter AAS, suspender o inibidor de P2Y12 no prazo certo — e reconhecer que a ponte com heparina, correta para anticoagulação oral, é conduta contraindicada para antiagregação plaquetária num stent coronariano recente.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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