Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Autolesão não suicida e risco de suicídio em adolescentes: o caso de Júlia
Preparo
- Consulta do adolescente: confidencialidade e autonomia
- Avaliação e manejo do risco de suicídio
- Notificação compulsória, Conselho Tutelar e ECA
- Paciente
- Mulher, 15 anos
- Comorbidades
- sintomas depressivos leves-moderados, sem diagnóstico psiquiátrico prévio
- Fatores de risco
- autolesão não suicida recorrente há cerca de 4 meses (cortes superficiais no antebraço esquerdo), nunca revelada a ninguém antes desta consulta, compartilhamento de conteúdo de autolesão com uma colega de turma em grupo fechado de rede social, conflito recente com o grupo de amigas e isolamento social crescente
- Cenário
- Ambulatório de psiquiatria da infância e adolescência, primeira consulta encaminhada pela pediatra da família · avaliação psiquiátrica ambulatorial de adolescente com autolesão não suicida recém-descoberta pela família, sem tentativa de suicídio préviaRecursos disponíveis: entrevista a sós com a adolescente e entrevista com a responsável, encaminhamento para psicoterapia especializada (ex.: terapia comportamental dialética), articulação com a família e, quando aplicável, com a escola, possibilidade de encaminhamento a serviço de emergência ou internação, se indicado
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Diferenciar autolesão não suicida de comportamento suicida, reconhecendo a função reguladora da primeira sem tratá-la como manipulação nem como crise suicida automática.
- • Investigar ativamente frequência, métodos e fatores associados de autolesão prévia, reconhecendo-a como um fator de risco real para tentativa futura.
- • Perguntar diretamente sobre ideação suicida, plano e acesso a meios, sem evitar a pergunta por medo infundado de precipitar o comportamento.
- • Conduzir a família que minimiza ou pretende reagir com punição, e orientar restrição concreta de acesso a meios em casa.
- • Reconhecer o contágio social por conteúdo compartilhado entre pares e decidir o nível de cuidado apropriado, evitando tanto a omissão quanto a internação desproporcional sem critério de risco preenchido.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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