Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Atraso global do desenvolvimento e rastreio do TEA: vigilância que não espera para ver
Preparo
- Síndromes genéticas e abordagem do paciente dismórfico
- Vigilância do desenvolvimento e marcos neuropsicomotores
- Paciente
- Homem, 1 anos
- Fatores de risco
- idade cronológica de 20 meses — dentro da janela validada de rastreio do M-CHAT-R/F (16 a 30 meses) e já além da idade preconizada pela Academia Americana de Pediatria para a primeira aplicação do instrumento (18 meses), consulta que a família não conseguiu comparecer, nascido a termo, sem intercorrências neonatais, sem antecedente familiar conhecido de TEA ou de outro transtorno do neurodesenvolvimento até o momento da história, calendário vacinal em dia, crescimento pôndero-estatural adequado para a idade, frequenta creche em período parcial há cerca de dois meses, vocabulário expressivo estimado pela mãe, no início da consulta, em nenhuma palavra com sentido consolidada
- Cenário
- Unidade Básica de Saúde (UBS), consulta de puericultura · consulta de rotina do calendário de puericultura, ampliada para investigação de atraso do desenvolvimentoRecursos disponíveis: instrumento de rastreio M-CHAT-R/F impresso, aplicável durante a própria consulta, caderneta da criança com curva de crescimento e calendário vacinal, encaminhamento para avaliação auditiva formal (emissões otoacústicas/BERA) e oftalmológica pela rede, encaminhamento para genética clínica e para investigação metabólica de primeira linha pela rede de referência, sem coleta no mesmo dia, programa municipal de estimulação/intervenção precoce, com vaga por encaminhamento da UBS, sem exigir diagnóstico fechado, equipe de neuropediatria de referência acionável por encaminhamento formal, sem avaliação presencial no mesmo dia
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Aplicar o instrumento de rastreio de autismo validado (M-CHAT-R/F) na faixa etária preconizada e a partir de qualquer preocupação verbalizada pelos pais, mesmo com exame clínico tranquilizador.
- • Diferenciar atraso global do desenvolvimento (dois ou mais domínios) de atraso isolado de linguagem, e interpretar corretamente um resultado de risco médio no rastreio, sem descartá-lo nem tratá-lo como diagnóstico fechado.
- • Reconhecer a perda de uma habilidade já adquirida como sinal de alarme independente que exige ação imediata, nunca 'esperar para ver'.
- • Conduzir a investigação etiológica inicial (audição, visão, teste genético de primeira linha, triagem metabólica dirigida por sinal de alarme) sem exame desnecessário nem risco não justificado.
- • Encaminhar para intervenção precoce em paralelo à investigação, sem aguardar o fechamento diagnóstico, e conduzir a conversa com a família que hesita ou teme 'rotular' a criança.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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