Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Atraso global do desenvolvimento e rastreio do TEA: vigilância que não espera para ver

Preparo

  • Síndromes genéticas e abordagem do paciente dismórfico
  • Vigilância do desenvolvimento e marcos neuropsicomotores
Paciente
Homem, 1 anos
Fatores de risco
idade cronológica de 20 meses — dentro da janela validada de rastreio do M-CHAT-R/F (16 a 30 meses) e já além da idade preconizada pela Academia Americana de Pediatria para a primeira aplicação do instrumento (18 meses), consulta que a família não conseguiu comparecer, nascido a termo, sem intercorrências neonatais, sem antecedente familiar conhecido de TEA ou de outro transtorno do neurodesenvolvimento até o momento da história, calendário vacinal em dia, crescimento pôndero-estatural adequado para a idade, frequenta creche em período parcial há cerca de dois meses, vocabulário expressivo estimado pela mãe, no início da consulta, em nenhuma palavra com sentido consolidada
Contexto: Filho único. Mora com a mãe, Fernanda, 24 anos, que o traz sozinha à consulta; o pai não é presente na rotina de cuidado. Fernanda trabalha meio período como auxiliar de limpeza e só conseguiu folga para vir hoje. Toda a história do desenvolvimento deste caso vem dela — é ela quem descreve o que Bernardo faz e deixou de fazer em casa, nunca observado diretamente pela equipe antes desta consulta.
Cenário
Unidade Básica de Saúde (UBS), consulta de puericultura · consulta de rotina do calendário de puericultura, ampliada para investigação de atraso do desenvolvimentoRecursos disponíveis: instrumento de rastreio M-CHAT-R/F impresso, aplicável durante a própria consulta, caderneta da criança com curva de crescimento e calendário vacinal, encaminhamento para avaliação auditiva formal (emissões otoacústicas/BERA) e oftalmológica pela rede, encaminhamento para genética clínica e para investigação metabólica de primeira linha pela rede de referência, sem coleta no mesmo dia, programa municipal de estimulação/intervenção precoce, com vaga por encaminhamento da UBS, sem exigir diagnóstico fechado, equipe de neuropediatria de referência acionável por encaminhamento formal, sem avaliação presencial no mesmo dia
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Aplicar o instrumento de rastreio de autismo validado (M-CHAT-R/F) na faixa etária preconizada e a partir de qualquer preocupação verbalizada pelos pais, mesmo com exame clínico tranquilizador.
  • • Diferenciar atraso global do desenvolvimento (dois ou mais domínios) de atraso isolado de linguagem, e interpretar corretamente um resultado de risco médio no rastreio, sem descartá-lo nem tratá-lo como diagnóstico fechado.
  • • Reconhecer a perda de uma habilidade já adquirida como sinal de alarme independente que exige ação imediata, nunca 'esperar para ver'.
  • • Conduzir a investigação etiológica inicial (audição, visão, teste genético de primeira linha, triagem metabólica dirigida por sinal de alarme) sem exame desnecessário nem risco não justificado.
  • • Encaminhar para intervenção precoce em paralelo à investigação, sem aguardar o fechamento diagnóstico, e conduzir a conversa com a família que hesita ou teme 'rotular' a criança.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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