Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Fibrilação atrial instável: o choque certo, sincronizado, e a bradicardia que ele destampa

Preparo

  • Sedação e analgesia para procedimentos na emergência
  • Distúrbios do potássio — hipocalemia e hipercalemia
  • Eletrocardiograma: interpretação sistemática e padrões de alto risco
Paciente
Mulher, 74 anos
Comorbidades
doença renal crônica estágio 3b (TFG basal em torno de 35 mL/min/1,73m²), hipertensão arterial sistêmica, fibrilação atrial paroxística prévia, sem anticoagulação contínua
Em uso de
losartana 50mg 1x/dia, anlodipino 5mg 1x/dia, ceftriaxona iniciada há 2 dias para pneumonia adquirida na comunidade
Fatores de risco
idade avançada, doença renal crônica de base, infecção aguda em curso (pneumonia) com ingesta oral reduzida nos últimos 2 dias
Contexto: Internada há 2 dias na enfermaria de clínica médica para tratamento de pneumonia. Mora com a filha, historicamente independente para as atividades diárias.
Cenário
enfermaria de clínica médica, equipe de emergência acionada ao leito · deterioração aguda intra-hospitalarRecursos disponíveis: monitor cardíaco com desfibrilador/cardioversor bifásico e função de marcapasso transcutâneo, carrinho de emergência com sedativos e drogas de suporte avançado de vida, acesso venoso periférico, laboratório com eletrólitos e função renal em regime de urgência, eletrocardiograma de 12 derivações, leito de UTI disponível
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 2/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer os sinais clínicos de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, choque, dor anginosa, congestão pulmonar, rebaixamento de consciência) que indicam cardioversão elétrica imediata, independentemente do valor exato da frequência.
  • • Diferenciar cardioversão sincronizada de desfibrilação e executar a sincronização corretamente antes de CADA choque, incluindo a re-sincronização a cada tentativa.
  • • Sedar adequadamente o paciente consciente antes da cardioversão elétrica sincronizada, e não tratar a taquicardia sinusal reacional com choque.
  • • Conduzir a bradicardia instável com atropina na dose correta (evitando a subdose paradoxal) e, se refratária, iniciar marcapasso transcutâneo confirmando captura elétrica E mecânica antes de considerá-lo eficaz.
  • • Investigar e tratar causas reversíveis de bradiarritmia (hipercalemia, efeito medicamentoso, isquemia), incluindo a estabilização de membrana com cálcio, antes de retirar o suporte elétrico ou dar alta ao paciente.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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