Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Antipsicóticos e efeitos extrapiramidais: da distonia aguda à síndrome neuroléptica maligna
Preparo
- Emergências por efeito adverso de psicofármaco
- Interações medicamentosas e segurança em psicofarmacologia
- Paciente
- Homem, 24 anos
- Comorbidades
- sinusite bacteriana em tratamento com claritromicina, iniciada há 2 dias no pronto-socorro
- Em uso de
- claritromicina 500 mg 12/12h (iniciada há 2 dias)
- Fatores de risco
- primeiro episódio psicótico, sem diagnóstico psiquiátrico prévio, uso concomitante de claritromicina — fármaco que também prolonga o intervalo QT, sexo masculino e idade jovem (fator de risco descrito para reação distônica aguda)
- Cenário
- Enfermaria psiquiátrica de hospital geral · internação voluntária para estabilização de primeiro episódio psicóticoRecursos disponíveis: ECG de 12 derivações, hemograma, eletrólitos, função renal e CK disponíveis, antipsicóticos típicos e atípicos na farmácia da unidade (haloperidol, risperidona), anticolinérgico parenteral (biperideno) disponível para reação distônica aguda, escalas validadas impressas na unidade (Barnes Akathisia Rating Scale, AIMS), equipe de enfermagem para reavaliação seriada, avaliação neurológica de retaguarda, UTI disponível para casos graves
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Diferenciar os efeitos extrapiramidais entre si — distonia aguda, acatisia, parkinsonismo e discinesia tardia — pelo padrão clínico objetivo, não pela impressão subjetiva de 'piora psiquiátrica'.
- • Reconhecer que a acatisia é frequentemente confundida com ansiedade ou com piora da agitação psicótica, e que aumentar a dose do antipsicótico diante desse quadro agrava o próprio sintoma em vez de tratá-lo.
- • Tratar a distonia aguda — sobretudo a laríngea/faríngea — como potencial emergência de via aérea, nunca como observação passiva.
- • Reconhecer precocemente a síndrome neuroléptica maligna (rigidez muscular difusa, hipertermia, alteração do nível de consciência, instabilidade autonômica) e suspender IMEDIATAMENTE o antipsicótico como primeira conduta, antes de qualquer outra investigação.
- • Planejar a monitorização de longo prazo do paciente em uso de antipsicótico (metabólica, prolactina, discinesia tardia) e conduzir com segurança a reintrodução do fármaco após um episódio de síndrome neuroléptica maligna.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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