Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Anorexia nervosa grave: da negação ao risco de morte, o caso de Beatriz
Preparo
- Modalidades de internação psiquiátrica e internação involuntária
- Terapia nutricional enteral e parenteral e síndrome de realimentação
- Paciente
- Mulher, 22 anos
- Comorbidades
- anorexia nervosa do tipo restritivo, diagnosticada há 14 meses, em acompanhamento ambulatorial, amenorreia secundária há 8 meses
- Fatores de risco
- perda ponderal rápida e progressiva nas últimas 3 semanas (4kg), restrição hídrica associada à restrição alimentar, ausência de suporte extra-hospitalar suficiente para monitorização segura no momento
- Cenário
- Ambulatório de saúde mental (início do caso), evoluindo para emergência e enfermaria clínica de hospital geral com interconsulta psiquiátrica · consulta de seguimento ambulatorial de transtorno alimentar já diagnosticado, com deterioração clínica aguda que exige internaçãoRecursos disponíveis: critérios objetivos de risco clínico (frequência cardíaca, pressão postural, temperatura, potássio), emergência de hospital geral, enfermaria clínica com monitorização cardíaca contínua, equipe de clínica médica/nutrologia para a condução técnica da renutrição, interconsulta psiquiátrica, assessoria jurídica/assistência social para formalização de internação involuntária, rede de saúde mental para seguimento ambulatorial pós-alta (CAPS/ambulatório especializado)
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer a negação da gravidade como sintoma da própria doença — não como falta de colaboração — e não se deixar tranquilizar por um afeto calmo diante de sinais objetivos de risco.
- • Identificar os critérios clínicos que indicam risco iminente de morte em anorexia nervosa (bradicardia, hipotensão postural sintomática/síncope, hipotermia, hipocalemia) e reconhecer o limite do que o acompanhamento ambulatorial sustenta.
- • Coordenar com a equipe clínica o início cauteloso da renutrição, reconhecendo o risco de síndrome de realimentação sem assumir a condução técnica que pertence a outra especialidade.
- • Decidir e formalizar corretamente a internação involuntária prevista na Lei 10.216 diante de risco de morte com recusa de tratamento, distinguindo-a da internação compulsória.
- • Planejar a transição de nível de cuidado e a orientação de alta preservando o vínculo terapêutico e o papel da família, sem cair no controle excessivo nem na omissão.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado