Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Aperto no peito ao subir escadas: caracterizar, classificar e estimar a probabilidade antes de pedir qualquer exame

Preparo

  • Teste ergométrico e teste cardiopulmonar de exercício
  • Tratamento medicamentoso otimizado da doença coronariana crônica
  • Prevenção secundária e reabilitação cardiovascular pós-evento
Paciente
Mulher, 56 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, em uso de losartana 50 mg 1x/dia, ex-tabagismo (parou há 3 anos; carga tabágica de 15 maços-ano), sobrepeso (IMC 27), sedentarismo
Em uso de
losartana 50 mg 1x/dia
Fatores de risco
hipertensão arterial sistêmica, ex-tabagismo de longa data, história familiar de infarto precoce (pai, aos 58 anos), sexo feminino, 56 anos, pós-menopausa, sedentarismo e sobrepeso
Contexto: assistente administrativa em uma repartição pública, trabalha num prédio com elevador frequentemente quebrado e sobe 3 lances de escada diariamente para chegar à sua sala; mora sozinha desde que os filhos saíram de casa, caminha pouco no dia a dia
Cenário
Ambulatório de clínica médica/cardiologia com eletrocardiógrafo de 12 derivações, laboratório para perfil lipídico, e acesso a teste ergométrico, ecocardiograma de estresse, cintilografia miocárdica e cateterismo cardíaco por encaminhamento · consulta ambulatorial inicial, seguida de consultas de retorno ao longo de algumas semanas, com uma ligação telefônica de urgência no meio do seguimento e uma passagem por emergênciaRecursos disponíveis: eletrocardiograma de 12 derivações, teste ergométrico (esteira), ecocardiograma de estresse e cintilografia miocárdica por encaminhamento, angiotomografia coronariana (CTA) por encaminhamento, cateterismo cardíaco por encaminhamento, perfil lipídico completo, aspirina, estatina de alta intensidade, betabloqueador e nitrato disponíveis na farmácia
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Caracterizar sistematicamente uma dor torácica de esforço pela localização, qualidade, fator desencadeante e fator de alívio, diferenciando um padrão anginoso típico de uma dor claramente não anginosa (reprodutível ao movimento ou à palpação) relatada na mesma consulta.
  • • Classificar a angina pela Sociedade Cardiovascular Canadense (CCS I-IV) a partir do nível de atividade física que desencadeia os sintomas, evitando tanto superestimar quanto subestimar a limitação funcional relatada.
  • • Estimar a probabilidade pré-teste de doença coronariana obstrutiva a partir da idade, do sexo e da caracterização da dor, e aplicar a faixa de conduta correspondente (investigação funcional, teste ergométrico ou cateterismo), sem usar o sexo isoladamente como critério para dispensar investigação.
  • • Escolher o teste diagnóstico inicial adequado ao perfil do paciente (teste ergométrico quando o ECG de repouso é interpretável e a capacidade de exercício está preservada) e interpretar um resultado positivo à luz do raciocínio bayesiano — a probabilidade pós-teste depende da probabilidade pré-teste, não apenas do resultado isolado.
  • • Reconhecer dor torácica em repouso e de duração prolongada como sinais de alerta que reclassificam o quadro de angina estável para uma possível síndrome coronariana aguda, e comunicar a necessidade de manter a terapia de prevenção secundária mesmo quando o infarto é descartado.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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