Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Um achado incidental que não pode virar rotina frouxa: aneurisma de aorta abdominal do diagnóstico ao reparo

Preparo

  • Aortopatias hereditárias e valva aórtica bicúspide
Paciente
Homem, 66 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, em uso de losartana 50 mg 1x/dia, tabagismo ativo (carga tabágica de 35 maços-ano), dislipidemia leve, sem tratamento farmacológico prévio
Em uso de
losartana 50 mg 1x/dia
Fatores de risco
tabagismo ativo de longa data, hipertensão arterial sistêmica, sexo masculino, 66 anos, ausência de história familiar conhecida de aneurisma de aorta
Contexto: motorista aposentado, mora com a esposa, fumante desde os 19 anos (cerca de um maço por dia), relutante em parar de fumar apesar de orientações prévias; caminha esporadicamente, sem rotina de exercício estruturado
Cenário
Ambulatório de clínica médica/cardiologia com acesso a ultrassonografia abdominal, angiotomografia computadorizada, laboratório e encaminhamento para cirurgia vascular · consulta ambulatorial inicial após achado incidental, seguida de consultas de retorno e reavaliação por imagem ao longo de meses, com uma passagem por emergência antes do reparo definitivo e uma consulta de alta hospitalarRecursos disponíveis: ultrassonografia abdominal (rastreio e seguimento), angiotomografia computadorizada de aorta, encaminhamento para cirurgia vascular, reparo endovascular (EVAR) e reparo aberto disponíveis por encaminhamento, programa de cessação de tabagismo, losartana, estatina e demais anti-hipertensivos disponíveis na farmácia
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Definir a periodicidade do seguimento por imagem de um aneurisma de aorta abdominal a partir do diâmetro medido (3 anos para 3,0-3,9 cm, 12 meses para 4,0-4,9 cm, 6 meses para 5,0-5,4 cm), sem abandonar a vigilância só porque o paciente está assintomático.
  • • Orientar o controle de fatores de risco modificáveis (cessação de tabagismo e controle pressórico) como parte do próprio manejo do aneurisma, reconhecendo que o uso de betabloqueador com o objetivo específico de reduzir a velocidade de crescimento não tem sustentação na evidência atual.
  • • Reconhecer os limiares diferentes de indicação cirúrgica conforme a etiologia — degenerativa aterosclerótica versus aortopatia hereditária —, sabendo que a segunda é tratada com limiares MAIS BAIXOS por carregar risco desproporcional de dissecção e ruptura em diâmetros menores.
  • • Aplicar o critério de crescimento rápido (>0,5 cm em 6 meses) como indicação de encaminhamento para avaliação de reparo, independentemente de o diâmetro absoluto ainda não ter atingido o limiar cirúrgico, e escolher a modalidade de reparo (endovascular preferencialmente, quando a anatomia permitir) considerando anatomia e expectativa de vida.
  • • Reconhecer aneurisma sintomático (dor nova, súbita ou persistente em abdome, flanco ou dorso) como sinal de alerta que exige avaliação urgente e reparo não eletivo, mesmo sem ruptura livre confirmada, e orientar a necessidade de vigilância por imagem vitalícia e manutenção do controle de fatores de risco após o reparo, mesmo endovascular bem-sucedido.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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