Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Aconselhamento contraceptivo individualizado: reavaliar risco antes de renovar a receita, sem impor o método

Preparo

  • Tromboembolismo venoso, trombofilia e manejo da anticoagulação
  • Métodos contraceptivos reversíveis
Paciente
Mulher, 38 anos
Comorbidades
tabagismo (10 cigarros/dia há 15 anos), enxaqueca com aura de início há 2 meses (nova, ainda não investigada), neuralgia do trigêmeo, em uso de carbamazepina
Em uso de
anticoncepcional oral combinado (etinilestradiol/levonorgestrel) há 6 anos, carbamazepina para neuralgia do trigêmeo
Fatores de risco
idade ≥35 anos associada a tabagismo (categoria 3 para método combinado), enxaqueca com aura recente (categoria 4 para método combinado), história familiar de trombose venosa profunda (mãe, parente de primeiro grau), uso de anticonvulsivante indutor enzimático (reduz eficácia de POP e implante)
Contexto: G1P1 (parto vaginal há 3 anos), vive com o marido e a sogra, deseja adiar nova gestação por alguns anos mas não descarta ter mais um filho, trabalha em período integral e procurou a UBS apenas para renovar a receita.
Cenário
Unidade Básica de Saúde (UBS), consulta de planejamento familiar, com retorno agendado para inserção do método de longa duração escolhido · consulta ambulatorial eletiva de aconselhamento contraceptivo, com evolução até a inserção do método em retorno agendadoRecursos disponíveis: critérios de elegibilidade médica da OMS/CDC para métodos contraceptivos, aferição de pressão arterial, teste de gravidez de urina, pílula de progestagênio isolado (POP), DIU de cobre e DIU com levonorgestrel, implante subdérmico de etonogestrel, acetato de medroxiprogesterona injetável (DMPA)
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 1/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Aplicar sistematicamente os critérios de elegibilidade médica (tabagismo, idade, enxaqueca com aura, antecedente pessoal e familiar de tromboembolismo) antes de renovar ou escolher um método hormonal, em vez de presumir que a ausência de queixa espontânea dispensa a reavaliação.
  • • Reconhecer enxaqueca com aura como contraindicação absoluta (categoria 4) a qualquer método hormonal combinado, suspender o método vigente no mesmo dia e planejar a transição para um método sem estrogênio sem deixar a paciente desprotegida.
  • • Diferenciar risco genuíno (enxaqueca com aura, categoria 4) de risco superestimado (história familiar isolada de trombose, categoria 2), evitando tanto a barreira desnecessária (exigir exame sem indicação) quanto a restrição excessiva (negar todo método hormonal por história familiar).
  • • Considerar interação medicamentosa relevante (anticonvulsivante indutor enzimático) na escolha do método contraceptivo, reconhecendo quais opções têm eficácia reduzida e quais não são afetadas.
  • • Conduzir o aconselhamento de forma centrada na paciente — aplicar corretamente os critérios de certeza razoável de não gravidez antes de inserir um DIU, orientar sobre o padrão de sangramento esperado, e respeitar a autonomia da decisão contraceptiva mesmo diante de pressão familiar.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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