Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Abdome agudo na gestação: apendicite atrás da dor atípica
Preparo
- Apendicite aguda
- Princípios de cirurgia minimamente invasiva (videolaparoscopia)
- Dor pélvica aguda
- Paciente
- Mulher, 29 anos
- Gestante
- Em uso de
- sulfato ferroso e ácido fólico, suplementação pré-natal de rotina
- Fatores de risco
- segunda gestação (G2P1A0), sem intercorrências até esta admissão, 24 semanas de idade gestacional na admissão
- Cenário
- maternidade de referência com pronto-atendimento obstétrico e cirurgia geral no mesmo complexo · emergência obstétrica com suspeita de abdome cirúrgicoRecursos disponíveis: leito de observação obstétrica com monitorização contínua, ultrassonografia geral e obstétrica disponível 24 horas, ressonância magnética disponível, laboratório com hemograma, PCR, função renal e hepática, cardiotocógrafo, centro cirúrgico com equipe de cirurgia geral e anestesia disponível, equipe treinada em apendicectomia por via laparoscópica disponível, acesso a UTI neonatal
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que a gestação atenua os sinais clássicos de irritação peritoneal e desloca a localização da dor, sem deixar de investigar ativamente um possível abdome cirúrgico.
- • Formular diagnóstico diferencial ativo diante de dor abdominal aguda na gestante, nomeando as causas ginecológicas que não esperam (torção anexial, gravidez ectópica rota) ao lado das causas cirúrgicas gerais.
- • Interpretar exames laboratoriais na gestante sabendo que a leucocitose fisiológica reduz o valor discriminativo dos exames habituais, sem usar isso como motivo para não investigar dor persistente e localizada.
- • Escolher o exame de imagem adequado na gestante (ultrassonografia como primeira linha, ressonância magnética como segunda linha), evitando tanto a tomografia como primeira escolha quanto a recusa de qualquer investigação por medo do exame.
- • Reconhecer que atrasar uma cirurgia indicada por medo do risco fetal aumenta o risco para a mãe e para o feto mais do que a própria cirurgia, agir diante de sinais progressivos sem esperar certeza diagnóstica absoluta, comunicar a necessidade da cirurgia de forma proporcional, e coordenar os cuidados perioperatórios (monitorização fetal, tromboprofilaxia, vigilância de trabalho de parto prematuro) com a equipe obstétrica.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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