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Reto

Rectum · FMA14544

Also called: Intestino reto

In 30 seconds

High relevance

Segmento terminal do intestino grosso, de 12–15 cm, que ocupa a concavidade sacrococcígea e é majoritariamente retroperitoneal/subperitoneal. Deriva do intestino posterior embrionário. É o local de início obrigatório da retocolite ulcerativa, que se estende proximalmente de forma contínua — ao contrário da doença de Crohn, que tipicamente poupa o reto.

Function

Armazenamento temporário das fezes antes da defecação; possui ampola retal que se distende com o conteúdo fecal, desencadeando o reflexo de defecação.

Where it is and what it relates to

Estende-se da junção retossigmoide (nível de S3) até o canal anal (assoalho pélvico). Ocupa a concavidade do sacro e cóccix, anteriormente ao sacro e posteriormente à bexiga (homem) ou útero/vagina (mulher). Terço superior é intraperitoneal anteriormente; terços médio e inferior são retroperitoneais/subperitoneais.

  • Neighbourvesículas seminais anteriormente no homem
  • Neighbourútero e vagina anteriormente na mulher
  • Neighbourmúsculo elevador do ânus lateralmente
  • Neighbourcolo sigmoide superiormente
  • Suppliesartérias retais médias (ramos da ilíaca interna)
  • Drainsveias retais médias e inferiores para sistema cava via ilíacas internas
  • Innervatesplexo hipogástrico inferior (simpático e parassimpático)
Blood supply, drainage and innervation
Blood supply
Artéria retal superior (continuação da mesentérica inferior) irriga terços superior e médio; artérias retais médias (ramos da ilíaca interna) irrigam terço inferior e anastomosam com a retal superior. Artérias retais inferiores (ramos da pudenda interna) irrigam a junção anorretal.
Drainage
Drenagem venosa dupla: veia retal superior drena para sistema porta via mesentérica inferior (terços superior e médio); veias retais médias e inferiores drenam para sistema cava via ilíacas internas (terço inferior). Anastomose portocava importante em hipertensão portal. Drenagem linfática: terços superior e médio para linfonodos mesentéricos inferiores; terço inferior para linfonodos ilíacos internos.
Innervation
Inervação autonômica pelo plexo hipogástrico inferior. Parassimpático (S2–S4, nervos esplâncnicos pélvicos) promove peristaltismo e relaxamento do esfíncter interno. Simpático (L1–L2 via plexo hipogástrico superior) inibe peristaltismo e contrai esfíncter interno. Dor visceral do reto superior referida à região suprapúbica; dor do reto inferior é somática (nervo pudendo) e bem localizada.
On physical exam
Palpation
Acessível ao toque retal até 7–8 cm da margem anal com o dedo indicador.
Exam reference
Toque retal obrigatório no rastreamento de câncer colorretal (40% dos tumores estão no reto), avaliação de próstata (homem), massas pélvicas e sangramento retal. Posição genupeitoral, decúbito lateral esquerdo ou litotomia.
In the clinic
  • Retocolite ulcerativa SEMPRE inicia no reto e estende-se proximalmente de forma contínua — achado patognomônico que a diferencia da doença de Crohn (que tipicamente poupa o reto e é descontínua).
  • Câncer colorretal: 40% dos tumores ocorrem no reto, acessíveis ao toque retal até 7–8 cm da margem anal — exame obrigatório no rastreamento.
  • Hemorroidas internas (acima da linha pectínea, plexo retal superior) são indolores; hemorroidas externas (abaixo da linha pectínea) são dolorosas por inervação somática.
  • Prolapso retal: protrusão de todas as camadas da parede retal através do ânus, mais comum em idosos com fraqueza do assoalho pélvico.
  • Fístulas retovaginais e retovesicais: complicações de doença de Crohn, radioterapia pélvica, trauma obstétrico ou cirurgia.
  • Abscesso periretal e fístula anorretal: coleções purulentas nos espaços ao redor do reto, frequentemente relacionadas a criptas anais infectadas.
  • Varizes retais (hemorroidas internas sangrantes): manifestação de hipertensão portal por anastomose portocava na drenagem venosa retal.
Shows up in exams
  • Retocolite ulcerativa sempre começa no reto e sobe continuamente — doença de Crohn poupa o reto e é segmentar (pegadinha clássica).
  • Drenagem venosa dupla: retal superior → porta; retais média/inferior → cava (anastomose portocava em hipertensão portal).
  • Toque retal alcança até 7–8 cm da margem anal — 40% dos cânceres colorretais estão no reto e são detectáveis ao exame.
  • Terço superior do reto é intraperitoneal anteriormente; terços médio e inferior são extraperitoneais — importante para disseminação de tumores.
  • Irrigação pela artéria retal superior (mesentérica inferior) e artérias retais médias (ilíaca interna) — zona de anastomose crítica em cirurgia.
  • Dor do reto superior é visceral e mal localizada (referida ao hipogástrio); dor do reto inferior/canal anal é somática e bem localizada.
  • Relação anatômica: reto anterior ao sacro, posterior à bexiga/próstata (homem) ou útero/vagina (mulher) — importante em cirurgia pélvica e trauma.
Test your understanding
  • Qual a relação de cobertura peritoneal do reto e sua importância cirúrgica?

  • Descreva a drenagem venosa dupla do reto e sua relevância clínica.

  • Por que a retocolite ulcerativa sempre começa no reto?

  • Qual a irrigação arterial do reto e suas zonas de anastomose?

  • Quais as relações anatômicas anteriores do reto no homem e na mulher?

Don't mix these up

  • FMA15395

    A veia sigmoide drena o colo sigmoide (acima da junção retossigmoide) e não participa da anastomose portocava; a veia retal superior drena o reto e forma anastomose portocava importante.

    Open structure
  • FMA14547

    O colo descendente é totalmente retroperitoneal e localiza-se no flanco esquerdo; o reto é pélvico, ocupa a concavidade sacral e tem terço superior intraperitoneal anteriormente.

    Open structure
Ontology

BodyParts3D, CC BY 4.0

Reviewed by AI · sourced

The rectum occupies the concavity of the sacrococcygeal curvature.

Omole AE, Mandiga P, Kahai P, Lobo S. Anatomy, Abdomen and Pelvis: Large Intestine. [Updated 2025 Apr 6]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-.

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