Training

Sequential clinical simulationResident

Trauma no idoso: a queda que parece banal e os sinais vitais que enganam

Preparation

  • Trauma cranioencefálico e raquimedular
  • Iatrogenia, vulnerabilidade e maus-tratos ao idoso
Patient
Woman, 82 years old
Comorbidities
fibrilação atrial em uso de varfarina, hipertensão arterial em uso de betabloqueador (metoprolol), osteoporose em acompanhamento
On
varfarina, uso contínuo, metoprolol, uso contínuo, carbonato de cálcio com vitamina D
Risk factors
idade igual ou superior a 65 anos, uso de anticoagulante oral (varfarina), uso de betabloqueador, que pode mascarar a taquicardia compensatória esperada diante de sangramento oculto, mora sozinha, com suporte social limitado
Context: viúva há 8 anos; mora sozinha; a filha, Marisa, mora em outra cidade e visita esporadicamente; foi trazida ao PS pela vizinha, Dona Zuleide, que a encontrou caída na sala de casa
Setting
Pronto-Socorro de hospital geral, sem centro de trauma próprio (sem neurocirurgia nem protocolo local de reversão de anticoagulação), com tomografia disponível 24h, laboratório de urgência e central de regulação para transferência a hospital de referência em trauma · admissão após queda da própria altura em casa, em paciente idosa anticoaguladaResources available: exame físico e neurológico completo, hemograma, coagulograma (INR), função renal e eletrólitos, eletrocardiograma, tomografia de crânio sem contraste, tomografia de tórax quando indicada, protocolo institucional de notificação de suspeita de maus-tratos contra o idoso, central de regulação para transferência a hospital de referência em trauma
Complexity
Severity 4/5Urgency 4/5Diagnostic 4/5Ambiguity 4/5
What this case trains
  • • Reconhecer que quedas da própria altura no idoso — mecanismos de baixo impacto — podem causar lesão grave, e não dispensar avaliação completa apenas por não haver perda de consciência.
  • • Interpretar sinais vitais 'normais para a idade' com o limiar correto: PA sistólica abaixo de 110 mmHg pode representar choque após os 65 anos, e o uso de betabloqueador pode mascarar a taquicardia compensatória esperada.
  • • Não dispensar tomografia de crânio urgente em paciente anticoagulado com trauma cranioencefálico apenas por Glasgow 15 e exame neurológico normal, e reconhecer uma queda isolada de um ponto no Glasgow como sinal de alarme no idoso.
  • • Aplicar o critério de idoso para necessidade de centro de trauma e reconhecer fraturas de costela, mesmo sem tórax instável, como marcador de maior mortalidade nesta faixa etária.
  • • Reconhecer sinais de alerta para maus-tratos contra o idoso (lesão desproporcional ao mecanismo relatado, atraso na busca por ajuda, acompanhante que fala no lugar do paciente) e notificar a suspeita mesmo quando um diferencial farmacológico legítimo (anticoagulação) explica parte, mas não o conjunto, dos achados.
Commented case

Practice by explaining every decision

At each decision, you write a mandatory justification and, before moving on, see whether you got it right, the indicated course of action, its sources and an AI comment on your reasoning. If you get one wrong, the case continues along the indicated course of action. At the end, you get an AI final review of the whole case. This mode does not count toward your competency profile.

9 commented decisions~18–36 min (estimate, including writing time)
You see a score at the end, but it does not count toward your competency profile. And since you will see the answer key, a full-mode attempt at this same case taken afterwards will not count either.
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