Training
Sequential clinical simulationResident
Sigilo médico e limites da confidencialidade em psiquiatria: o caso de Yuri
Preparation
- Consulta do adolescente: confidencialidade e autonomia
- Avaliação do risco de heteroagressão e de violência
- Patient
- Man, 16 years old
- Comorbidities
- quadro depressivo leve a moderado em investigação, associado a bullying escolar sistemático, sem comorbidades clínicas relevantes
- On
- nenhuma medicação psiquiátrica em uso no momento
- Risk factors
- alvo de bullying escolar sistemático há cerca de 6 meses, por um colega identificável (Bruno), ideação de agressão contra o agressor, com episódio prévio de portar arma branca na escola, pais separados; mora com a mãe, Marisa; contato esporádico com o pai, que mora em outra cidade
- Setting
- Ambulatório de psiquiatria da infância e adolescência, com consultas de acompanhamento ao longo de algumas semanas e contato de instituições externas (escola, Vara da Infância e Juventude) entre as sessões · consultas de acompanhamento ambulatorial iniciadas por encaminhamento escolar, evoluindo para manejo de uma situação de risco a terceiro identificável e de requisições formais de informação por instituições e pela JustiçaResources available: prontuário eletrônico com registro de evolução, contato com a responsável legal (mãe), orientação jurídica institucional para resposta a requisições formais, articulação com a rede de proteção da criança e do adolescente, modelo institucional de atestado e de relatório médico circunstanciado
- Complexity
- Severity 3/5Urgency 3/5Diagnostic 2/5Ambiguity 5/5
- What this case trains
- • Reconhecer o sigilo médico como regra geral e suas três únicas exceções — motivo justo, dever legal e consentimento expresso —, inclusive quando o paciente é adolescente com capacidade de discernimento.
- • Avaliar e agir diante de um risco concreto e identificável a terceiro, comunicando apenas o necessário à responsável legal, sem abandonar o paciente à própria sorte nem revelar além do estritamente necessário.
- • Distinguir uma requisição institucional genérica sem base legal — recusada — de uma requisição judicial legítima, cumprida e enviada apenas ao juízo requisitante.
- • Registrar em prontuário e em atestado apenas o necessário para a boa condução do caso e a defesa da decisão de quebrar o sigilo, sem expor diagnóstico sem autorização expressa.
- • Sustentar o limite do sigilo do adolescente ao longo do tempo diante da pressão dos responsáveis, sem prejudicar a aliança terapêutica.
Practice by explaining every decision
At each decision, you write a mandatory justification and, before moving on, see whether you got it right, the indicated course of action, its sources and an AI comment on your reasoning. If you get one wrong, the case continues along the indicated course of action. At the end, you get an AI final review of the whole case. This mode does not count toward your competency profile.
9 commented decisions~18–36 min (estimate, including writing time)
You see a score at the end, but it does not count toward your competency profile. And since you will see the answer key, a full-mode attempt at this same case taken afterwards will not count either.
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