Training

Sequential clinical simulationResident

Massa anexial: da estratificação de risco ao encaminhamento certo

Preparation

  • Interpretação de marcadores tumorais séricos: armadilhas do rastreamento oportunístico
  • Categorização O-RADS de massa anexial ao ultrassom
  • Neoplasia: nomenclatura, benigno versus maligno, gradação e estadiamento geral
Patient
Woman, 55 years old
Risk factors
menopausa há 3 anos, sem uso de terapia hormonal, sem história pessoal ou familiar de câncer de mama, ovário ou intestino, sem cirurgia pélvica prévia, 2 partos vaginais, sem intercorrências
Context: Professora aposentada, vem à consulta de rotina de ginecologia acompanhada da filha, relatando desconforto pélvico, distensão abdominal e saciedade precoce há 3 meses, sintomas que ela mesma descreve como 'coisa de idade' e quase não teria mencionado se não fosse perguntada diretamente.
Setting
ambulatório de ginecologia, com apoio de exames de imagem e encaminhamento a centro de referência em oncologia disponíveis na rede · consulta ambulatorial com evolução até a decisão cirúrgicaResources available: exame físico abdominal e pélvico (especular e toque bimanual), ultrassonografia pélvica/transvaginal com Doppler, tomografia computadorizada e ressonância magnética de abdome e pelve, CA125 sérico e painel multimodal (HE4/ROMA), encaminhamento a centro de referência em oncologia ginecológica, centro cirúrgico com equipe de ginecologia oncológica e biópsia de congelação intraoperatória
Complexity
Severity 2/5Urgency 2/5Diagnostic 4/5Ambiguity 4/5
What this case trains
  • • Utilizar a ultrassonografia transvaginal como exame de imagem de primeira linha na avaliação de uma massa anexial, reconhecendo que tomografia, ressonância e PET não são recomendados na avaliação inicial.
  • • Estratificar o risco de malignidade de uma massa anexial integrando idade, sintomas, achados de exame físico, marcadores tumorais e achados ultrassonográficos, reconhecendo que critérios isolados (por exemplo, idade acima de 50 anos combinada a achados ultrassonográficos de alto risco) já elevam o risco, mesmo sem história familiar positiva.
  • • Indicar o CA125 sérico de forma racional (não em todo cisto simples pré-menopausa) e interpretar um valor elevado no contexto clínico, reconhecendo que o marcador isoladamente não determina malignidade, mas que valores acima de 200 U/mL indicam avaliação conjunta com oncologia ginecológica.
  • • Encaminhar a paciente com massa anexial suspeita a um centro de referência em oncologia ANTES da cirurgia, reconhecendo a diferença documentada de sobrevida entre hospitais gerais e centros de referência, e evitar aspiração/punção pré-operatória e ruptura/extravasamento do conteúdo do cisto no intraoperatório.
  • • Reconhecer o valor e o limite da biópsia de congelação intraoperatória — alta sensibilidade geral, mas confiabilidade reduzida diante de um resultado borderline/limítrofe, que exige confirmação pelo exame definitivo de parafina antes de qualquer afirmação diagnóstica à paciente.
Commented case

Practice by explaining every decision

At each decision, you write a mandatory justification and, before moving on, see whether you got it right, the indicated course of action, its sources and an AI comment on your reasoning. If you get one wrong, the case continues along the indicated course of action. At the end, you get an AI final review of the whole case. This mode does not count toward your competency profile.

9 commented decisions~18–36 min (estimate, including writing time)
You see a score at the end, but it does not count toward your competency profile. And since you will see the answer key, a full-mode attempt at this same case taken afterwards will not count either.
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