Training

Sequential clinical simulationResident

Doença de Kawasaki na criança: o relógio coronariano

Preparation

  • Exantemas febris da infância
Patient
Man, 3 years old
Comorbidities
nenhuma comorbidade conhecida; previamente hígido
On
dipirona em casa para a febre, sem melhora consistente
Risk factors
sexto dia consecutivo de febre alta (Tmax 39,8°C), pouco responsiva a antitérmico, irritabilidade importante nos últimos dois dias, sem foco infeccioso claro identificado até o momento, vacinação em dia
Context: Filho único, mora com os pais. Frequenta a creche; a mãe não relata outras crianças doentes recentemente.
Setting
Enfermaria pediátrica de hospital geral, com apoio de cardiologia pediátrica e ecocardiografia disponíveis · internação — investigação de febre prolongada com suspeita de doença de KawasakiResources available: ecocardiografia pediátrica disponível a qualquer momento, imunoglobulina intravenosa (IVIG) disponível, ácido acetilsalicílico (aspirina) em apresentação pediátrica disponível, clopidogrel e dipiridamol disponíveis como alternativas de antiagregação, hemocultura e culturas em andamento, equipe de infectologia pediátrica disponível para interconsulta, laboratório com hemograma, PCR, VHS, albumina, transaminases e urina tipo I disponíveis
Complexity
Severity 4/5Urgency 4/5Diagnostic 3/5Ambiguity 3/5
What this case trains
  • • Reconhecer os critérios clínicos clássicos de doença de Kawasaki completa (febre de cinco dias ou mais associada a pelo menos quatro dos cinco critérios principais) e decidir investigar e tratar sem atraso, em vez de atribuir o quadro a um exantema viral inespecífico ou a escarlatina sem avaliar os critérios já preenchidos.
  • • Interpretar corretamente um ecocardiograma inicial normal: ele não exclui o diagnóstico de Kawasaki nem deve atrasar o início da imunoglobulina intravenosa, pois a lesão coronariana atinge o diâmetro máximo entre a 4ª e a 6ª semana.
  • • Prescrever a dose e o regime corretos de imunoglobulina intravenosa (2 g/kg em 10-12h) e aspirina em dose alta na fase aguda, e reconhecer que a proteção coronariana depende principalmente da IVIG administrada dentro da janela terapêutica de 7 a 10 dias — não da aspirina isoladamente.
  • • Reconhecer resistência à IVIG (febre persistente 36 a 48 horas após a primeira dose) e retratar com uma segunda dose, e transicionar a aspirina de dose alta anti-inflamatória para dose baixa antiagregante após 48 horas afebril.
  • • Planejar o ecocardiograma de seguimento em múltiplos momentos (diagnóstico, ~2 semanas e 6-8 semanas) e reconhecer o risco de síndrome de Reye associado ao uso de aspirina durante varicela ou influenza, substituindo temporariamente por outro antiagregante quando necessário.
Commented case

Practice by explaining every decision

At each decision, you write a mandatory justification and, before moving on, see whether you got it right, the indicated course of action, its sources and an AI comment on your reasoning. If you get one wrong, the case continues along the indicated course of action. At the end, you get an AI final review of the whole case. This mode does not count toward your competency profile.

9 commented decisions~18–36 min (estimate, including writing time)
You see a score at the end, but it does not count toward your competency profile. And since you will see the answer key, a full-mode attempt at this same case taken afterwards will not count either.
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