Training
Sequential clinical simulationResident
Toxoplasmose gestacional: a avidez que não decide nada
Preparation
- Infecções congênitas e transmissão vertical
- Patient
- Woman, 24 years old
- Pregnant
- Risk factors
- início tardio do pré-natal (primeira consulta às 16 semanas de gestação), dois gatos domésticos com acesso à rua, hábito de consumir carne mal passada, trabalha em creche comunitária (contato frequente com crianças pequenas)
- Setting
- ambulatório de pré-natal de alto risco (referência) · consulta inicial com seguimento programado ao longo da gestação e do puerpérioResources available: sorologia para toxoplasmose (IgG, IgM) e teste de avidez de IgG, sorologia para citomegalovírus (IgG, IgM), ultrassonografia obstétrica seriada, amniocentese com PCR para T. gondii no líquido amniótico, espiramicina, pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, hemograma e provas de função hepática/renal, avaliação neonatal: ultrassonografia transfontanela, exame de fundo de olho, sorologia de sangue de cordão e do recém-nascido
- Complexity
- Severity 3/5Urgency 2/5Diagnostic 4/5Ambiguity 4/5
- What this case trains
- • Reconhecer que IgG e IgM reagentes, isoladamente, não datam uma infecção por Toxoplasma gondii na gestação, e solicitar teste de avidez de IgG para orientar a conduta, nunca dispensando a investigação com base apenas na IgG reagente.
- • Interpretar corretamente um índice de avidez de IgG intermediário como um resultado que NÃO exclui nem confirma infecção recente — e, diante dele, iniciar espiramicina (se a gestação estiver abaixo de 18 semanas e sem infecção fetal documentada ou suspeita) enquanto encaminha o caso a um laboratório de referência.
- • Respeitar a janela mínima de segurança diagnóstica da amniocentese com PCR para T. gondii (após 16 semanas de gestação e pelo menos 4 semanas após a infecção materna), e reconhecer achados ecográficos sugestivos de infecção congênita (calcificações cerebrais, ventriculomegalia), incluindo a investigação dirigida — nunca universal — de outras causas do grupo TORCH como o citomegalovírus.
- • Trocar o esquema de espiramicina para pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico quando a gestação ultrapassar 18 semanas ou a infecção fetal estiver documentada ou suspeita, mantendo o ácido folínico associado por todo o tratamento com pirimetamina para proteger a medula óssea da toxicidade do antagonismo do ácido fólico.
- • Nunca considerar um exame físico neonatal normal suficiente para excluir infecção congênita (a maioria dos recém-nascidos infectados é assintomática ao nascer), e reconhecer que uma IgM isolada positiva em sangue de cordão pode refletir contaminação materna, exigindo confirmação em amostra própria do recém-nascido após 10 dias antes de tratar como diagnóstico definitivo.
Practice by explaining every decision
At each decision, you write a mandatory justification and, before moving on, see whether you got it right, the indicated course of action, its sources and an AI comment on your reasoning. If you get one wrong, the case continues along the indicated course of action. At the end, you get an AI final review of the whole case. This mode does not count toward your competency profile.
11 commented decisions~22–44 min (estimate, including writing time)
You see a score at the end, but it does not count toward your competency profile. And since you will see the answer key, a full-mode attempt at this same case taken afterwards will not count either.
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