Training

ManagementResident

Hipercalemia grave no paciente dialítico: o cálcio ganha tempo, a diálise resolve

Preparation

  • Sequência rápida de intubação: indicações, técnica e armadilhas
  • Terapia renal substitutiva — indicação, preparo e comanejo do paciente dialítico
  • Eletrocardiograma: interpretação sistemática e padrões de alto risco
  • Distúrbios do potássio — hipocalemia e hipercalemia
Patient
Man, 58 years old
Comorbidities
doença renal crônica terminal em hemodiálise há 3 anos, por nefropatia diabética, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica
On
losartana, insulina NPH, carbonato de cálcio (quelante de fósforo)
Risk factors
faltou às duas últimas sessões de hemodiálise (terça e hoje) por dificuldade de transporte, uso de losartana, que reduz a excreção renal de potássio
Context: mora com a esposa; depende do transporte fornecido pela prefeitura para chegar à clínica de diálise, que está com falhas recorrentes na região
Setting
Sala de emergência de hospital geral com monitorização cardíaca contínua, ECG de 12 derivações imediato, laboratório de eletrólitos em caráter de urgência, e equipe de nefrologia/diálise de sobreaviso para hemodiálise de urgência · atendimento de intercorrência aguda em paciente com doença renal crônica dialíticaResources available: monitorização cardíaca contínua e ECG de 12 derivações imediato, laboratório com potássio sérico e função renal em caráter de urgência, gluconato de cálcio, insulina regular, solução glicosada e beta-agonista inalatório disponíveis, cateter de diálise e equipe de nefrologia/diálise de sobreaviso para hemodiálise de urgência, materiais de via aérea e bloqueadores neuromusculares para intubação, se necessário
Complexity
Severity 5/5Urgency 5/5Diagnostic 2/5Ambiguity 2/5
What this case trains
  • • Reconhecer que alterações eletrocardiográficas compatíveis com hipercalemia grave (ausência de onda P, alargamento de QRS) definem, por si só, a urgência do tratamento — sem esperar a confirmação laboratorial do potássio.
  • • Sequenciar corretamente o tratamento da hipercalemia grave: estabilizar a membrana cardíaca com cálcio antes de qualquer medida que apenas desloque potássio, associar insulina SEMPRE com glicose e monitorização, e somar beta-agonista inalatório como medida adicional — nunca epinefrina.
  • • Reconhecer que as medidas farmacológicas de hipercalemia são pontes temporárias que não eliminam potássio do corpo, e que, num paciente dialítico terminal, a hemodiálise de urgência é o tratamento definitivo que não deve ser adiado para uma vaga de rotina.
  • • Reconhecer a succinilcolina como contraindicada numa sequência rápida de intubação quando a hipercalemia já produziu alteração eletrocardiográfica, e manter monitorização seriada (ECG, potássio, glicemia) até a diálise efetivamente começar, sem considerar o quadro resolvido antes disso.
  • • Comunicar objetivamente a gravidade real do quadro à equipe de nefrologia, e orientar, na alta, que a adesão à diálise — não a restrição alimentar — é o que evita a recorrência de uma hipercalemia com risco de vida.
Commented case

Practice by explaining every decision

At each decision, you write a mandatory justification and, before moving on, see whether you got it right, the indicated course of action, its sources and an AI comment on your reasoning. If you get one wrong, the case continues along the indicated course of action. At the end, you get an AI final review of the whole case. This mode does not count toward your competency profile.

10 commented decisions~20–40 min (estimate, including writing time)
You see a score at the end, but it does not count toward your competency profile. And since you will see the answer key, a full-mode attempt at this same case taken afterwards will not count either.
Start commented case