Training
Sequential clinical simulationResident
Amenorreia secundária: confirmar a insuficiência ovariana prematura antes de rotular, sem fechar a porta da fertilidade
Preparation
- Climatério e terapia hormonal
- Hiperprolactinemia e disfunções tireoidianas em ginecologia
- Patient
- Woman, 32 years old
- Risk factors
- ciclos menstruais previamente regulares, sem uso de contracepção hormonal (usa preservativo), antecedente de curetagem uterina há 3 anos por abortamento retido, sem intercorrências
- Setting
- ambulatório de ginecologia geral, com acesso a dosagens hormonais séricas, ultrassonografia pélvica transvaginal, cariotipagem, pesquisa de pré-mutação do gene FMR1, anticorpo antiadrenal e referência para reprodução humana e saúde mental · acompanhamento ambulatorial eletivo, com evolução ao longo de semanas até a confirmação diagnósticaResources available: beta-hCG sérico, TSH, prolactina, FSH e estradiol séricos, ultrassonografia pélvica transvaginal, cariótipo e pesquisa de pré-mutação do gene FMR1, anticorpo antiadrenal (21-hidroxilase), reposição hormonal (estrogênio transdérmico/vaginal ou oral, e progestagênio), referência para reprodução humana (REI), referência para saúde mental
- Complexity
- Severity 2/5Urgency 2/5Diagnostic 4/5Ambiguity 3/5
- What this case trains
- • Excluir gravidez como primeiro passo obrigatório em toda mulher em idade fértil com amenorreia secundária, independentemente do método contraceptivo referido.
- • Solicitar e interpretar o painel hormonal inicial (TSH, prolactina, FSH, estradiol) de forma sistemática, sem que uma causa estrutural pregressa (curetagem) substitua a investigação hormonal, nem que um achado leve e não específico (prolactina discretamente elevada) desvie a atenção do achado hormonal principal.
- • Reconhecer que o diagnóstico de insuficiência ovariana prematura exige confirmação por pelo menos duas dosagens de FSH elevado com estradiol baixo, com intervalo de semanas, nunca por uma única dosagem, e indicar a investigação etiológica (cariótipo, pré-mutação de FMR1, anticorpo antiadrenal) após a confirmação.
- • Orientar reposição hormonal, preferencialmente por via não oral e associada a progestagênio quando há útero, mantida até a idade média da menopausa natural, para proteção óssea e cardiovascular em mulher jovem com insuficiência ovariana prematura.
- • Conduzir a comunicação sobre fertilidade de forma honesta, sem negar a possibilidade de gravidez espontânea nem antecipar um prognóstico definitivo, e articular a rede de apoio (reprodução humana, saúde mental) que a paciente com insuficiência ovariana prematura necessita.
Practice by explaining every decision
At each decision, you write a mandatory justification and, before moving on, see whether you got it right, the indicated course of action, its sources and an AI comment on your reasoning. If you get one wrong, the case continues along the indicated course of action. At the end, you get an AI final review of the whole case. This mode does not count toward your competency profile.
9 commented decisions~18–36 min (estimate, including writing time)
You see a score at the end, but it does not count toward your competency profile. And since you will see the answer key, a full-mode attempt at this same case taken afterwards will not count either.
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