Training
Sequential clinical simulationResident
Acidente ofídico numa aldeia do Alto Rio Negro: a janela do barco das 18h de Raimundo
Preparation
- Matriciamento, teleconsultoria e segunda opinião formativa
- Competência cultural e encontros clinicamente difíceis
- Estabilização inicial na UBS e acionamento do transporte
- Patient
- Man, 29 years old
- Risk factors
- trabalho agrícola/extrativista em roça de mata, exposição frequente a acidentes com animais peçonhentos, reside em comunidade ribeirinha a cerca de 4 horas de voadeira do polo-base do DSEI, único ponto com médico e estoque de soro antiveneno da região, único transporte de retorno é a voadeira do DSEI, que sai às 18h e só volta na manhã seguinte — sem transporte noturno seguro neste trecho do rio
- Setting
- posto de saúde / polo-base do DSEI Alto Rio Negro, unidade classificada como "tipo 1" (capaz de primeiros socorros e de administrar soro antiveneno, mas sem laboratório, com atribuição de encaminhar para a unidade de referência para observação e manejo clínico prolongado); equipe local: um médico residente de MFC em rotação, uma técnica de enfermagem indígena e o Agente Indígena de Saúde (AIS) da comunidade · atendimento de urgência num posto rural/ribeirinho de atenção primária, evoluindo para decisão de transporte e articulação de seguimento com o subsistema de saúde indígena ao longo de cerca de sete horas, mais o planejamento do retorno dois dias depoisResources available: estoque local de soro antibotrópico e material de pré-medicação/administração (estratégia de descentralização para unidades tipo 1), kit básico de emergência (anti-histamínico, adrenalina, corticoide, ressuscitador manual) — sem monitor cardíaco contínuo nem exames laboratoriais no local, rádio/telefone satelital para teleconsulta com a unidade de referência, voadeira do DSEI com horário fixo de saída (18h), único transporte seguro de retorno, Agente Indígena de Saúde (AIS) da comunidade, presente e disponível para articulação
- Complexity
- Severity 3/5Urgency 4/5Diagnostic 2/5Ambiguity 3/5
- What this case trains
- • Reconhecer que a ausência de laboratório numa unidade rural não suspende a avaliação clínica nem a conduta que a unidade está habilitada a oferecer.
- • Decidir a indicação de soro antibotrópico por critério clínico, sem postergar um tratamento disponível apenas por falta de confirmação laboratorial.
- • Negociar a convivência entre o tratamento biomédico e o itinerário terapêutico tradicional da família (torniquete, pajé), corrigindo o que é prejudicial sem excluir a família do cuidado.
- • Decidir o momento de transferência considerando o tempo real de transporte como variável clínica, evitando tanto a observação que perde a janela intermitente quanto o transporte sem preparo para intercorrência.
- • Articular a continuidade do cuidado com o subsistema de saúde indígena (AIS, DSEI) e com o apoio remoto (teleinterconsulta), sustentando o vínculo com a comunidade para além do encaminhamento.
Practice by explaining every decision
At each decision, you write a mandatory justification and, before moving on, see whether you got it right, the indicated course of action, its sources and an AI comment on your reasoning. If you get one wrong, the case continues along the indicated course of action. At the end, you get an AI final review of the whole case. This mode does not count toward your competency profile.
12 commented decisions~24–48 min (estimate, including writing time)
You see a score at the end, but it does not count toward your competency profile. And since you will see the answer key, a full-mode attempt at this same case taken afterwards will not count either.
Start commented case